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quarta-feira, 18 de maio de 2011

"Amadores" - o espetáculo
















4 dias de temporada. Muita chuva. Um público guerreiro. A presença do dramaturgo Pedro Sette-Câmara. E o ápice de 9 meses de ensaios intensos.

Estreou enfim o 2º espetáculo do Teatro do Ofício!!!

Nada como celebrar o resultado de tantos sacrifícios e de horas e horas e horas de ensaios, troca de elenco, vitórias, reveses, contratempos, conquistas, descobertas e alegrias.

É no contato com a platéia que finalmente encontramos o tom certo, a forma das palavras, a emoção exata e a energia que faltava. É ali no palco que enfim se deparamos com aquela obrigação de se denudar em arte ao vivo, sem truques, sem volta nem hesitação. O sentimento tem que estar ali presente a todo momento, sem demora, pois o público quer viver em nossa ficção e em nós crava-nos os olhos impiedosamente. Tudo acontece ali em tão pouco tempo. Tanto preparo para o efêmero de uma hora de espetáculo. Uma hora que esperamos nunca mais deixar a alma daqueles que nela transcorreram ali no Teatro Cláudio Barradas.

Estreou nos palcos pela primeira vez Karol Amaral. Brilhou intensamente Maíra Monteiro. Rony Hofstatter se divertiu interpretando Guilherme. Válter enfim surge na pele de Luiz Fernando Vaz. E um misterioso personagem fascina a platéia na interpretação de Leonardo Cardoso.

A luz e o cenário de Kleber Farias se impôe com elegância na cena. Os figurinos de Carlos Henrique contam a vida dos personagens. E a sonoplastia operada por Marcelo Andrade pauta os sentimentos ariscos e delicados.

E o autor, Pedro Sette-Câmara, nos dá o ar de sua graça vindo à Belém prestigiar o nosso trabalho durante todas as noites, sobrando tempo ainda para se deliciar na culinária local e nos brindar com espirituosos diálogos.

Agradecemos aos nossos apoiadores e amigos que tanto nos ajudaram nessa empreitada. E convidamos a todos a ficar de olho pois "Amadores" com certeza terá vida longa.

*Fotos de Vitória Nascimento

P.S - Ainda tem mais fotos. Em breve postaremos mais... Enviar para o Twitter

sexta-feira, 6 de maio de 2011

O cenário de "Amadores"

Depois de 9 meses de intenso trabalho, aquilo que era apenas alguns rabiscos começa a ganhar vida e propriedade.

Inspirado visceralmente na trama e no texto de Pedro Sette-Câmara, que permite a quebra da plástica naturalista, o cenário de "Amadores" mergulha em um universo atemporal e disforme, trazendo a tona ambientes criados a partir da visão do protagonista Valter e de sua mente arquitetalmente romântica.

Fundamental para a criação deste universo, foi a simbiose entre Direção e Cenografia, que desde o inicio dos trabalhos caminham juntas.

A Encenação e Direção de Luiz Fernando Vaz, aliadas à concepção Cenográfica, transformam o espetáculo em um grande jogo onde ambientes são revelados e transformados, deixando ao espectador a livre interpretação e visualização dos seus espaços "reais".

Criada por Kleber Farias, a Cenografia do espetáculo tem o grande desafio de permitir ao público embarcar na viagem que Valter convida a participar, e descobrir a geometria romântica existente nas relações entre as personagens.

um desafio tambem para o cenógrafo, mas que enfim se materializa.















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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Amadores - Diário de Bordo - (01/11)

por Kleber Farias

Desde o ultimo diario que escrevi, reviravoltas se deram no processo de montagem de Amadores: elenco que muda, pontos de vista ampliados, e uma assistência de direção que me é concedida pelo diretor Luiz Fernando, já que ele assumiu um dos papeis na trama.

Agora o processo possui um diretor e dois assistentes, Maira Monteiro e eu, que juntamente com o Diretor temos o papel de esmiuçar as entrelinhas, intenções e circunstâncias do texto, e leva-lo à materialização casado com a proposta de encenação e com o trabalho de ator.

Como tambem assumo a parte cenografica e de iluminação do espetáculo, olhar desse ponto de vista de diretor, mesmo que auxiliar, me traz respostas mais imediatas, o que me levou a “conclusão” da ideia do que seria o cenário. Mas nesta montanha russa que é o processo, tudo pode mudar.

Especificamente no tocante ao dia 1º de novembro, ensaiamos na parte da tarde, e esta começou com a chegada de um elemento de cena fundamental para a desenvoltura dos atores: a cama do guilherme! Não é uma cama de hospital propriamente dita, é uma especie de maca para tratamento estetico, mas caiu como uma luva! Estavam presentes: Maira Monteiro: Leonora/Assistente de Direção; Rony Hoffstatter: Guilherme; Igor Monteiro: Voz Elegante; Luiz Fernando: Diretor/ Valter; e eu Kleber Farias: Assistente de Direção/Cenografia/Iluminação

Cama no lugar, delimitação do espaço de cena feita, posicionamento dos atores. Vai!

Conseguimos grande exito com a cena da chegada de Leonora no quarto de guilherme, pois os atores já sabiam o que estavam fazendo antes da cena acontecer, eles eram os personagens, com todas as suas humanidades. lógico que muito falta ainda pra ser descoberto, mas muito já se alcançou com o trabalho de “identificação das circunstâncias” que estamos fazendo.

Na cena, conseguimos visualisar todo o quarto, com a cama, um sofá e uma janela, e neste universo incluimos duas personagens que pinceladamente deram vida ao ambiente. Conseguimos até fazer alguma marcação de cena!

Após este quadro do texto, fomos experimentar outro: O encontro de Valter e Leonora no saguão do hospital, um dos quadros mais longos e mais enigmaticos do texto.

O Fernando sentou ao lado da Maira e propôs uma leitura já com as devidas intenções, cabendo a mim dirigi-los. durante a leitura, em meio a vários questionamentos, acabamos por descobrir que esta cena possibilita milhões de interpretações e circunstâncias, e é um quadro onde a mesma cena se repete, sendo vista de pontos de vista diferentes.

Em nossa descoberta, Leonora e Valter vão do cinismo e ironia à pureza e inocência, em um jogo temporal e atemporal onde passado e presente se misturam e contam a mesma historia se confundindo com o ponto de vista do narrador onisciente e onipresente que é Valter.

Entre tantos questionamentos e descobertas, resolvemos encerrar os trabalhos, mas com a certesa de que aquilo iria nos perturbar o resto do dia... fiquei com dor de cabeça depois...

Como diz o Fernando: Cada enxadada uma minhoca!
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domingo, 12 de setembro de 2010

Amadores - Diário de Bordo - 4º Ensaio(09/09)


O ensaio foi marcado para as 20 horas, e ao chegar ao Espaço Cultural Atores em Cena, estavam presentes apenas o diretor Luiz Fernando, e os atores Rony e Giovana. Recebi a noticia de que Ana Luiza não viria e esperamos então a chegada de Jucelio, que ao chegar deu a noticia de que estaria abandonando o processo por motivos pessoais, o que nos deixou um misto de felicidade por ele e tristes pelo processo.

O diretor, em ímpeto, nos convocou a iniciarmos os trabalhos, propondo que o exercício deixado no ensaio anterior fosse executado. Como estavam presentes apenas o “Guilherme” e a “Leonora” fomos direto para a improvisação do 4º quadro do texto de “Amadores”. O diretor pediu apenas que Rony sentasse-se em pequeno banco e iniciassem.

O resto da noite prendeu-se apenas nas quatro primeiras falas do 4º quadro, tanta é a diversidade de intenções e interpretações existente em suas entrelinhas.
Luiz Fernando instigava a todo momento os atores a pensar nas circunstâncias de seus atos e nos “por quês” de suas intenções.

A mim, que filmava a tudo, ficou claro que estávamos diante de dois seres humanos muito profundos e simples ao mesmo tempo, simples seres humanos normais. Vi que os dois atores se enquadram no “perfil” se é que ele existe.

Observar as intenções propostas pelos atores me faz tentar fechar cenograficamente a cena e iluminar cenicamente suas ações, tarefa difícil, uma vez que ainda estamos engatinhando, mas já vejo um cenário, talvez não seja ele, mas já podemos sentar a equipe técnica e começar a esquadrinhar fisicamente os “Amadores”.

Em dado momento do ensaio o diretor pediu aos atores que tentassem dominar fisicamente um ao outro, e começaram uma verdadeira sessão de vale-tudo. Ao final do exercício o diretor falou que as intenções da cena tinham a ver com aquilo, os personagens sempre tentam dominar um ao outro, há um jogo o tempo todo. Pensando nisso os atores voltaram ao improviso, junto às instigações da direção, até que decidimos sentar em circulo e conversar a respeito do ensaio e da perda de um ator. Neste momento, tentando buscar na mente alguém que se enquadrasse no “perfil” de “Valter”, acabamos por perceber a imensa complexidade do personagem e responsabilidade que o ator vai ter que assumir por ter que carregar o espetáculo inteiro nas costas, uma vez que “Valter” é onisciente e onipresente na trama, e na proposta da encenação.

Com a responsabilidade de acharmos o nosso novo “paladino” encerramos o encontro.
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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

4º e 5º episódios da "Pensão dos Artistas Fudidos"

Estávamos devendo os últimos episódios da "Pensão dos Artistas Fudidos". Uma boa oportunidade pra quem não viu de assistir e pra quem já viu ver de novo.

4º ep. Ele está entre nós parte 1

Sinopse: "Seu Coisinha" leva os artistas fudidos pra passar um fim de semana numa casa pra lá de esquisita. Personagens: Gisele Guedes(Senhoria)/ Leonardo Cardoso(Visagista)/ Marcelo Andrade(Bonequeiro)/ Diego Rocha(Artista Plástico). Direção e edição: Luiz Fernando Vaz. Participação especial: Kleber Farias(Seu Coisinha).



5º ep. Ele está entre nós parte 2

Sinopse: Os artistas fudidos se divertem muito no igarapé e se deparam com os mistérios fantasmagóricos da casa de "Seu Coisinha". Personagens: Gisele Guedes(Senhoria)/ Leonardo Cardoso(Visagista)/ Marcelo Andrade(Bonequeiro)/ Diego Rocha(Artista Plástico). Direção e edição: Luiz Fernando Vaz. Participação especial: Kleber Farias(Seu Coisinha)

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terça-feira, 7 de julho de 2009

Pensão dos Artistas Ep3 - bastidores!



Sinopse

Prestes a expulsar os artistas da pensão, a senhoria recebe uma inesperada visita.

Elenco

*Gisele Guedes ( a Senhoria)

*Leonardo Cardoso (o Visagista)

*Marcelo Andrade (o Bonequeiro)

*Diego Rocha (o Artista Plástico)

Participação Especial

Kleber Farias

Equipe Técnica

Luiz Fernando Vaz - Direção e Edição

Curiosidades de Bastidor

* As filmagens foram realizadas nos dias 30 de maio e 7 de junho de 2009;

* Cerca de doze gatos participaram das filmagens na Pensão;

* Em sua primeira atuação como ator, Kleber Farias repetiu nada menos do que 15 vezes a cena em que aparece à porta da Pensão;

* A cena do desmaio foi repetida exaustivamente até que a atriz realmente desmaiasse de cansada;

* As cenas de "flashback" da senhoria foram gravadas em Salinopólis-PA;

* Foi usada muita psicologia motivacional para convencer o ator Kleber Farias a mostrar a sua barriga; funcionou...;

* CELPA é a companhia de fornecimento de energia elétrica de Belém;

* O nome do gatinho preto perseguido é Obama 3. Ele tem dois irmãos chamados Obama 1 e Obama 2. Nenhum dos gatos que aparecem em cena foram maltratados.

* A cena do churrasco foi gravada em churrasco que estava ocorrendo na vizinhança. A cerveja e a "carne de gato" também foi fornecida pelos mesmos.

* Consta que o ator Kleber Farias achou "a carne especialmente saborosa";

* Se a Brahma quiser nos dar um trocado pela publicidade, aceitamos; mas se quiser mandar uma grade também tá valendo...;

* Para a cena do dinheiro foram usados trocados reais e imaginários... Os reais destinavam-se ao pagamento do aluguel do dono da casa...;

* Neste episódio usaram-se as músicas "Hammestein" e "Ai ai ai puta mu".




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quarta-feira, 17 de junho de 2009

No ar, o 3º episódio da "Pensão"!!!

Finalmente, já está no ar o episódio três do seriado genuínamente paraense que tá dando o que falar.

Com participação especialíssima de Kleber Farias.

Não perca!

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sábado, 23 de maio de 2009

Pensão dos Artistas Ep2 - Bastidores!




Este é o segundo episódio da "Pensão dos Artistas Fudidos".

Confira o nosso canal no You Tube.


Sinopse

Ameaçados de expulsão da pensão, os artistas se vingam da Senhoria com requintes de crueldade; tudo em sonho, é claro...

Elenco

*Gisele Guedes ( a Senhoria)

*Leonardo Cardoso (o Visagista)

*Marcelo Andrade (o Bonequeiro)

*Diego Rocha (o Artista Plástico)


Equipe Técnica

Kleber Farias - Fotografia

Luiz Fernando Vaz - Direção e Edição


Curiosidades de Bastidor

* As filmagens ocorreram no dia 02 e no dia 15 de maio de 2009.

* O Orçamento total do vídeo foi de R$0,00; pra variar... O suco de morango artificial também estava na geladeira há semanas...

* A câmera usada para as filmagens foi a mesma do capítulo anterior.

* Quem assina a "fotografia" é o iluminador, cenógrafo e funcionário público Kleber Farias, que faltou ao trabalho neste dia especialmente por causa das filmagens.

* A edição desse vídeo foi realizada no Adobe Premiére. Alguma coisa tinha que melhorar, né?

* O "ursinho", que o Visagista aparece abraçado, na verdade é um coelho que pertence ao diretor. Ele não foi maltratado durante as filmagens.

* As externas foram gravadas de madrugada. Dá pra perceber, não é? O "travelling" da câmera invadindo a casa é uma homenagem tosca aos filmes de David Lynch.

* Nenhum animal foi maltratado durante as filmagens. O nome dos gatos que aparecem nesse episódio são: "Sequela" e "Obama 3". Toda a competência deles deve-se ao método Stanislavski.

* O copo usado em cena foi brinde de uma garrafa de Whisky falsificada.

* Não foi usada cola quente na cena do sonho do Artista Plástico, apesar da insistência da atriz...

* O orgasmo realmente foi fingido; ou não? Não sabemos...

* O lençol de chita usado pelo Visagista já tinha sido usado em peças de teatro...

* É claro que a cena do banheiro é uma homenagem à Hitchcock. Helloooooooooooo.................

* O vaso sanitário foi especialmente limpo para a ocasião das filmagens.

* A música usada na cena do Bonequeiro é de um ritual indígena dos indios Apalache que moram nos arredores de Massachussets.

* A barata que aparece nesta cena não foi molestada. Como também custou ao grupo anos de treino no método Stanislavski. O asqueroso animal foi mantido vivo para futuras filmagens, apesar da insistência de algumas pessoas do grupo de esmagá-lo na primeira oportunidade.

* Não foi retirado nenhum alimento da despensa. Ela realmente estava vazia.

* A cena do bonequeiro é uma homenagem aos filmes de Zé do Caixão, apesar de nunca termos vistos nenhum dos seus filmes.

* Apesar de não creditado, a equipe teve um pequeno auxílio do ator Rony Prata. Desconfiamos que ele queira um papel na trama...

* A cena final levou mais de duas horas para ser filmada. A atriz estava tendo dificuldades de achar uma circunstância para a cena.

Continuação

*Segundo a produção do seriado, deverá entrar novos personagens na trama. Inclusive atores de peso do cenário paraense. Enviar para o Twitter