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quarta-feira, 18 de maio de 2011

"Amadores" - o espetáculo
















4 dias de temporada. Muita chuva. Um público guerreiro. A presença do dramaturgo Pedro Sette-Câmara. E o ápice de 9 meses de ensaios intensos.

Estreou enfim o 2º espetáculo do Teatro do Ofício!!!

Nada como celebrar o resultado de tantos sacrifícios e de horas e horas e horas de ensaios, troca de elenco, vitórias, reveses, contratempos, conquistas, descobertas e alegrias.

É no contato com a platéia que finalmente encontramos o tom certo, a forma das palavras, a emoção exata e a energia que faltava. É ali no palco que enfim se deparamos com aquela obrigação de se denudar em arte ao vivo, sem truques, sem volta nem hesitação. O sentimento tem que estar ali presente a todo momento, sem demora, pois o público quer viver em nossa ficção e em nós crava-nos os olhos impiedosamente. Tudo acontece ali em tão pouco tempo. Tanto preparo para o efêmero de uma hora de espetáculo. Uma hora que esperamos nunca mais deixar a alma daqueles que nela transcorreram ali no Teatro Cláudio Barradas.

Estreou nos palcos pela primeira vez Karol Amaral. Brilhou intensamente Maíra Monteiro. Rony Hofstatter se divertiu interpretando Guilherme. Válter enfim surge na pele de Luiz Fernando Vaz. E um misterioso personagem fascina a platéia na interpretação de Leonardo Cardoso.

A luz e o cenário de Kleber Farias se impôe com elegância na cena. Os figurinos de Carlos Henrique contam a vida dos personagens. E a sonoplastia operada por Marcelo Andrade pauta os sentimentos ariscos e delicados.

E o autor, Pedro Sette-Câmara, nos dá o ar de sua graça vindo à Belém prestigiar o nosso trabalho durante todas as noites, sobrando tempo ainda para se deliciar na culinária local e nos brindar com espirituosos diálogos.

Agradecemos aos nossos apoiadores e amigos que tanto nos ajudaram nessa empreitada. E convidamos a todos a ficar de olho pois "Amadores" com certeza terá vida longa.

*Fotos de Vitória Nascimento

P.S - Ainda tem mais fotos. Em breve postaremos mais... Enviar para o Twitter

sexta-feira, 6 de maio de 2011

O cenário de "Amadores"

Depois de 9 meses de intenso trabalho, aquilo que era apenas alguns rabiscos começa a ganhar vida e propriedade.

Inspirado visceralmente na trama e no texto de Pedro Sette-Câmara, que permite a quebra da plástica naturalista, o cenário de "Amadores" mergulha em um universo atemporal e disforme, trazendo a tona ambientes criados a partir da visão do protagonista Valter e de sua mente arquitetalmente romântica.

Fundamental para a criação deste universo, foi a simbiose entre Direção e Cenografia, que desde o inicio dos trabalhos caminham juntas.

A Encenação e Direção de Luiz Fernando Vaz, aliadas à concepção Cenográfica, transformam o espetáculo em um grande jogo onde ambientes são revelados e transformados, deixando ao espectador a livre interpretação e visualização dos seus espaços "reais".

Criada por Kleber Farias, a Cenografia do espetáculo tem o grande desafio de permitir ao público embarcar na viagem que Valter convida a participar, e descobrir a geometria romântica existente nas relações entre as personagens.

um desafio tambem para o cenógrafo, mas que enfim se materializa.















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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Temporada de Oficinas: inscrições PRORROGADAS!!!

Prorrogadas as inscrições para a Temporada de Oficinas do Teatro do Ofício. As modificações são as seguintes, em itálico:

Oficina de Iniciação Teatral - 2 turmas
Resumo: Os primeiros passos para quem quer conhecer e entrar no mundo das artes cênicas.
Ministrantes: Leonardo Cardoso e Luiz Fernando Vaz, do Teatro do Ofício
Aulas de 07/02 a 18/02 de 15 às 18h, às segundas, quartas e sextas.
Aulas de 12/02 a 27/02 de 15 às 18h, aos sábados e domingos
Carga horária: 18h
Vagas:15
Investimento: R$75,00

Oficina de Confecção e Manipulação de Bonecos
Resumo: Aprenda a confeccionar e dar vida a seus próprios bonecos de manipulação em técnicas diversas.
Ministrante: Marcelo Andrade, da Companhia Bric Brac e do Teatro do Ofício
Aulas de 08/02 a 19/02 de 15 às 18h. às terças, quintas e sábados
Carga horária: 18h
Vagas: 15
Investimento: R$75,00

Oficina de Preparação p/ a Processo Seletivo do Curso Técnico em Ator da ETDUFPA
Resumo: Orientação individual para a prova escrita e para a prova prática
Ministrante: Luiz Fernando Vaz, do Teatro do Ofício
Aulas nos dias 05 e 06/02 de 8 às 12h
Vagas: 15
Investimento: R$50,00

Local: Espaço Cultural Atores em Cena (Av. Nazaré, 435, esquina com Benjamin Constant)
Inscrições: No local, de 10 às 18h
Informações: (91)8117-5742/ 9154-9031/ 3274-1860
Twitter: @teatrodooficio
Blog: http://teatrodooficio.blogspot.com Enviar para o Twitter

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Temporada de Oficinas do Teatro do Ofício


Com dois anos de existência, finalmente o Teatro do Ofício abre oficinas para o público. Serão ofertadas oficinas de iniciação teatral, maquiagem, criação e manipulação de bonecos e também uma inédita oficina preparatória para o Processo Seletivo do Curso Técnico em Ator da Escola de Teatro da UFPA.

"Há muito tempo que nós somos cobrados para dar oficinas mas não tinhamos um espaço adequado. A parceria com o Espaço Cultural Atores em Cena e com a produtora Ana Khalil é que possibilita a realização de mais essa etapa na contribuição do Ofício com a cena artística de Belém", diz Carlos Henrique, cenógrafo, figurinista e coordenador das oficinas. "A oficina de Preparação para a prova da ETDUFPA surgiu a partir de uma demanda que surge todo início de ano por uma orientação, principalmente, na prova prática. Muitos candidatos querem fazer teatro na Escola e tem muita dificuldade em desenvolver suas idéias de forma cênica", completa Luiz Fernando Vaz.

O Teatro do Ofício é composto por atores e técnicos já experientes em diversos grupos da cidade. Estreou em 2008 com o espetáculo "Uma Flor para Linda Flora", peça do dramaturgo paraense Carlos Correia Santos e dirigida por Luiz Fernando Vaz. "Linda Flora" participou do Forum Social Mundial e do Festival Territórios de Teatro-3ª edição, além de cumprir diversas temporadas em Belém e no interior. O grupo realizou a primeira web-série paraense com a escrachada "Pensão dos Artistas Fudidos" e também publicou um vídeo tutorial chamado "10 dicas para um teste de ator" filmado com celular, ambos podem ser vistos no You Tube. Atualmente estão em processo de montagem com o espetáculo "Amadores", do tradutor e dramaturgo carioca Pedro Sette Câmara e mais uma peça do premiado Carlos Correia Santos. O grupo tem por principal característica a rotatitividade nas funções do espetáculo e a curiosidade constante por novas linguagens.

A temporada de oficinas inicia no dia 30 de janeiro com a mini-oficina da palhaça e maquiadora argentina Melany Darger, convidada pelo Teatro do Ofício. Todos os cursos dão direito a certificado.

Local: Espaço Cultural Atores em Cena (Av. Nazaré, 435, esquina com Benjamin Constant)
Inscrições: No local, de 10 às 12h e das 14 às 18h
Informações: (91)8117-5742/ 9154-9031/ 3274-1860
Twitter: @teatrodooficio
Blog: http://teatrodooficio.blogspot.com


Mini-oficina de Iniciação à Maquiagem Teatral
Resumo: Técnicas para a caracterização de diversos tipos de personagens. Inclui material para prática.
Ministrante: Melany Dager, do Grupo Palhestradas (Argentina)
Aula única no dia 30 de janeiro (domingo) das 14 às 18h
Vagas: 20
Investimento: R$50,00

Oficina de Iniciação Teatral - 2 turmas
Resumo: Os primeiros passos para quem quer conhecer e entrar no mundo das artes cênicas.
Ministrantes: Leonardo Cardoso e Luiz Fernando Vaz, do Teatro do Ofício
Aulas de 31/01 a 10/02 de 15 às 18h, às segundas, quartas e sextas.
Aulas de 12/02 a 27/02 de 15 às 18h, aos sábados e domingos
Carga horária: 18h
Vagas:15
Investimento: R$75,00

Oficina de Confecção e Manipulação de Bonecos
Resumo: Aprenda a confeccionar e dar vida a seus próprios bonecos de manipulação em técnicas diversas.
Ministrante: Marcelo Andrade, da Companhia Bric Brac e do Teatro do Ofício
Aulas de 01 a 12/02 de 15 às 18h. às terças, quintas e sábados
Carga horária: 18h
Vagas: 15
Investimento: R$75,00

Oficina de Preparação p/ a Processo Seletivo do Curso Técnico em Ator da ETDUFPA
Resumo: Orientação individual para a prova escrita e para a prova prática
Ministrante: Luiz Fernando Vaz, do Teatro do Ofício
Aulas nos dias 05 e 06/02 de 8 às 12h
Vagas: 15
Investimento: R$50,00 Enviar para o Twitter

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Amadores - Diário de Bordo - 30/10

Por Luiz Fernando Vaz

Já faz alguns ensaios que estou representando o Válter. Imagine o desafio: produzir, dirigir e ainda atuar como protagonista já é uma tarefa colossal; ainda mais diante desse texto tão "cheio de filigranas".

Embora isso tenha sido questionado, não é por ansiedade q assumi mais esse encargo dentro da montagem. Já não subo aos palcos como ator há 2 anos e morro de saudade do calor dos refletores. Eu quero estar em cena e conto com a ajuda de dois grandes parceiros na direção: Kleber Farias e Maíra Monteiro. Kleber pela compreensão total do texto e intensa dedicação ao projeto do espetáculo. Maíra pela sensibilidade e experiência com a proposta da encenação, uma atriz versátil e muito perspicaz. Nossa relação é orgânica e temos uma verdadeira e apaixonada relação a três com a peça.

Como relaxar e deixar de ser diretor para atuar? Senti uma imensa dificuldade! Levei uma bronca da Maíra: "Se vc não me deixar dirigir eu vou me embora!" AHhAUHAUAU Isso mesmo cara Maíra: eu mereço mesmo! Patusca tb me ajudou muito a me tocar dessa minha dificuldade - que é também uma questão de organização, falta minha. Precisamos afinar nosso trabalho de direção e aparar as dúvidas sobre a peça e sobre a encenação. Precisamos- em suma- desenhar e pintar sobre o mesmo rascunho. Muito bom estar em um processo onde se perceba isso!

Neste dia, finalmente chegamos na cena em que Válter finalmente encontra Carlota. Cena intensa e cheia de ricos subtextos. Eis mais uma cena q se inicia em meio a um "corte" temporal. Não podemos simplesmente "começar" a cena. Mais uma vez experimentamos as mais variadas circunstâncias para o contexto da cena. Redescobrimos que Carlota precisa voltar a "ofuscar"e compreendemos mais um pouco desse intenso amor e devoção que Válter a dedica. Em busca do clima da cena caminhamos passo-a-passo em direção a uma maior espontaneidade. Chegaremos lá.

Hj se detemos tb na misteriosa Voz Elegante. Ainda não sabemos quem ela é, mas temos pista de quem ela não é. Uma coisa é certa: já sabemos que ela não é uma mera coadjuvante e tem uma importância central dentro da trama. Enviar para o Twitter

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Amadores - Diário de bordo - 6º ensaio (20/09)

Por Luiz Fernando Vaz

Impossibilitados de usar a sala de ensaio adequadamente tivemos um excelente ensaio de mesa. Mas lemos apenas uma cena. Interrompi o ensaio pra desfazer um equívoco dos atores: as personagens estão sendo tratados como objetos distantes, como gélidos e impassíveis diálogos. Todo tipo de julgamento vêm cedo demais sobre cada um deles: uma é "sem sal", outra é "boba"

Ora... Não é esse o nosso trabalho como artistas de teatro dar vida? Mas como dar vida se não se permitimos, nem por um instante a se colocar o lugar daquelas pobres e ridículas personagens? Não é julgando elas como se fôssemos super-homens e super-mulheres que vamos chegar a emocionar a platéia; muito menos a provocar nelas a identificação e a reflexão pelo senso do ridículo! A quem cabe o julgamento das personagens? Como a platéia vai julgar, ou falando menos juridicamente, como vai poder reagir a personagens que desde o início são vistos por nós de forma bidimensional - maus de um lado, bons de outro -, sem um pingo das nuances ricas em qualquer ser humano na face deste planeta? Não que a reação ao arquétipo seja inválida, mas com certeza "Amadores" não é uma peça pedagógica Ridendo Castigat Mores clássica...

O texto do Pedro não apresenta tipos humanos clássicos e facilmente identificáveis, arquétipos. Não há putas, nem bandidos, nem heróis, nem mocinhos. Pode parecer, mas não há... Gostaria que olhássemos para eles mais de perto, bem de perto mesmo e víssemos que por trás da banalidade da existência de cada um deles há toda aquela complexidade narcisista que conferimos a cada um de nós: a encantadoramente sublime e a nobremente ridícula - no mínimo! Ao falar de nós mesmos, mesmo intimamente, em nossas justificativas interiores, não economizamos elogios; por que não elogiar os personagens? Por que não dar razão a eles com a mesma obsessão e teimosia com que damos a nós próprios? Por que não defender apaixonadamente seus pontos de vista, seus sonhos, seus desejos insanos e seus indeletáveis e inegociáveis defeitos?

Acredito que só mostrando personagens tão tridimensionais e transcendentes como nós mesmos é que podemos alcançar aquilo que se convém dizer "naturalismo". Mas para mostrar alguma coisa é preciso primeiro que ela exista - de preferência inteira e plenamente. Depois, quem sabe, podemos olhar pra trás para dizer: "Que monstro que eu criei!". Mas para isso é preciso COMETER monstruosidades: pecar, equivocar-se, padecer e se danar como AÇÃO DRAMÁTICA. Não é essa a grande graça e delícia de ser um hypocrita, um ator? "É preciso marcar a intimidade", mas como? Com frieza e distância? Com lupas de laboratório?

"Para o ator, doar-se é tudo. E para doar-se, é preciso antes possuir-se.", aprendemos tb na leitura excelente que fizemos deste texto de Jacques Copeau.

Espero que os atores que encararam esse desafio, LITERALMENTE, se desarmem. A arrogância típica de nossa raça naturalmente predisposta a canastrice - que é a de julgar o mundo inteiro - já não nos basta. O texto de Pedro é só um pedaço de papel inútil e sem chance de defesa quanto às nossas críticas e moralismos cafonas ou modernosos. Mas este mesmo texto deixa de ser inútil e passa a ser vivo quando estamos na posição de encará-lo como se encara um inimigo longamente esperado. Um inimigo feito de sangue, ossos, nervos e pele eriçada. Um inimigo perigoso e mortal. Um inimigo do qual não devemos escapar pois a recompensa da nossa vitória nesse combate é a verdade no palco. No mínimo, algo que chegue perto disso.
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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

AMADORES - Diário de bordo - 1º Ensaio (27/08)


O blog inaugura uma nova seção - o DIÁRIO DE BORDO. Com a finalidade de ser um registro dos processos de montagem do Teatro do Ofício, esse diário será atualizado após cada ensaio por cada um dos membros de cada montagem do grupo. A proposta é que cada um, atores e técnicos, se revezem em uma espécie de confessionário onde cada um pode desvelar seus anseios, percalços e descobertas durante a longa viagem texto e espetáculo adentro.

Segue a primeiríssima postagem do diário, assinada por um dos tripulantes da nossa mais nova montagem.

Seja bem vindo à bordo!


Por Jucélio Carvalho.

Novamente reunimos no Espaço Atores em Cena e após breve conversa com o Luiz Fernando, iniciamos alongamentos e exercícios de respiração para dar início ao primeiro ensaio. Depois de experimentar diversas intensidades de respiração e movimento foi solicitado que fizéssemos uma breve cena de alguém esperando uma ligação telefônica que não iria acontecer.

Depois disto, fomos para a cozinha ler novamente o texto, sob olhares e ouvidos da Khalil que generosamente ofereceu uma cervejinha pra molhar a garganta e improvisou uns petiscos. Particularmente acho o texto intenso, profundo e subjetivo, com grande expressividade nas entrelinhas e uma possibilidade de ação dramática enorme e ainda desconhecida para o grupo.

Como esta foi apenas a segunda leitura, e sem o elenco formado, ainda temos uma leitura muito superficial e às cegas. Digo às cegas porque, tirando o Luiz Fernando que se manteve misterioso sobre o tema, ninguém vislumbra qualquer figurino, iluminação ou jogo entre os personagens. Cada vez que eu leio o texto fico pensando em mais detalhes, sobre pontos de vista ainda não avaliados anteriormente e acabo criando afeição com os personagens e com a trama e cada vez mais acredito da força que este texto vai produzir no palco e os questionamentos na platéia.

Minha impressão pessoal sobre esta montagem é de confusão, receio e desafio. O texto é rico e seu teor é bem diferente do que vem sido apresentado nos teatros paraenses, logo é apresentado o receio. Porém, penso que estamos caminhando para uma unidade dentro do grupo, onde todos os envolvidos gostam do texto e querem viajar juntos nesse processo de criação.

Minha disposição para trabalhar neste projeto e enorme e espero que ela continue crescendo durante nosso processo.

Sem maiores delongas,

Jucélio Carvalho. 29 de agosto de 2010. Enviar para o Twitter

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

4º e 5º episódios da "Pensão dos Artistas Fudidos"

Estávamos devendo os últimos episódios da "Pensão dos Artistas Fudidos". Uma boa oportunidade pra quem não viu de assistir e pra quem já viu ver de novo.

4º ep. Ele está entre nós parte 1

Sinopse: "Seu Coisinha" leva os artistas fudidos pra passar um fim de semana numa casa pra lá de esquisita. Personagens: Gisele Guedes(Senhoria)/ Leonardo Cardoso(Visagista)/ Marcelo Andrade(Bonequeiro)/ Diego Rocha(Artista Plástico). Direção e edição: Luiz Fernando Vaz. Participação especial: Kleber Farias(Seu Coisinha).



5º ep. Ele está entre nós parte 2

Sinopse: Os artistas fudidos se divertem muito no igarapé e se deparam com os mistérios fantasmagóricos da casa de "Seu Coisinha". Personagens: Gisele Guedes(Senhoria)/ Leonardo Cardoso(Visagista)/ Marcelo Andrade(Bonequeiro)/ Diego Rocha(Artista Plástico). Direção e edição: Luiz Fernando Vaz. Participação especial: Kleber Farias(Seu Coisinha)

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segunda-feira, 8 de junho de 2009

Entrevista com Luiz Fernando Vaz




Quais as maiores dificuldades para os profissionais de teatro?
Luiz: Creio que a maior dificuldade esteja na obtenção de pautas regulares e na sedução da grande platéia. Falta de incentivo não é. O que não falta é fomento pra bons projetos, embora concorridos sejam os editais. No entanto, verbas generosas nem sempre vêm acompanhadas de qualidade. O teatro de belém apanha mais pra sua falta de credibilidade com o público do que com a falta de verba.


Confira a entrevista completa no Blog do Ivanzito.
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sábado, 23 de maio de 2009

Pensão dos Artistas Ep2 - Bastidores!




Este é o segundo episódio da "Pensão dos Artistas Fudidos".

Confira o nosso canal no You Tube.


Sinopse

Ameaçados de expulsão da pensão, os artistas se vingam da Senhoria com requintes de crueldade; tudo em sonho, é claro...

Elenco

*Gisele Guedes ( a Senhoria)

*Leonardo Cardoso (o Visagista)

*Marcelo Andrade (o Bonequeiro)

*Diego Rocha (o Artista Plástico)


Equipe Técnica

Kleber Farias - Fotografia

Luiz Fernando Vaz - Direção e Edição


Curiosidades de Bastidor

* As filmagens ocorreram no dia 02 e no dia 15 de maio de 2009.

* O Orçamento total do vídeo foi de R$0,00; pra variar... O suco de morango artificial também estava na geladeira há semanas...

* A câmera usada para as filmagens foi a mesma do capítulo anterior.

* Quem assina a "fotografia" é o iluminador, cenógrafo e funcionário público Kleber Farias, que faltou ao trabalho neste dia especialmente por causa das filmagens.

* A edição desse vídeo foi realizada no Adobe Premiére. Alguma coisa tinha que melhorar, né?

* O "ursinho", que o Visagista aparece abraçado, na verdade é um coelho que pertence ao diretor. Ele não foi maltratado durante as filmagens.

* As externas foram gravadas de madrugada. Dá pra perceber, não é? O "travelling" da câmera invadindo a casa é uma homenagem tosca aos filmes de David Lynch.

* Nenhum animal foi maltratado durante as filmagens. O nome dos gatos que aparecem nesse episódio são: "Sequela" e "Obama 3". Toda a competência deles deve-se ao método Stanislavski.

* O copo usado em cena foi brinde de uma garrafa de Whisky falsificada.

* Não foi usada cola quente na cena do sonho do Artista Plástico, apesar da insistência da atriz...

* O orgasmo realmente foi fingido; ou não? Não sabemos...

* O lençol de chita usado pelo Visagista já tinha sido usado em peças de teatro...

* É claro que a cena do banheiro é uma homenagem à Hitchcock. Helloooooooooooo.................

* O vaso sanitário foi especialmente limpo para a ocasião das filmagens.

* A música usada na cena do Bonequeiro é de um ritual indígena dos indios Apalache que moram nos arredores de Massachussets.

* A barata que aparece nesta cena não foi molestada. Como também custou ao grupo anos de treino no método Stanislavski. O asqueroso animal foi mantido vivo para futuras filmagens, apesar da insistência de algumas pessoas do grupo de esmagá-lo na primeira oportunidade.

* Não foi retirado nenhum alimento da despensa. Ela realmente estava vazia.

* A cena do bonequeiro é uma homenagem aos filmes de Zé do Caixão, apesar de nunca termos vistos nenhum dos seus filmes.

* Apesar de não creditado, a equipe teve um pequeno auxílio do ator Rony Prata. Desconfiamos que ele queira um papel na trama...

* A cena final levou mais de duas horas para ser filmada. A atriz estava tendo dificuldades de achar uma circunstância para a cena.

Continuação

*Segundo a produção do seriado, deverá entrar novos personagens na trama. Inclusive atores de peso do cenário paraense. Enviar para o Twitter

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Pensão dos Artistas Fudidos Ep1 - Bastidores!

Tava faltando colocar aqui no blog o primeiro episódio do seriado produzido pelo Grupo Teatro do Ofício: A Pensão dos Artistas Fudidos.

Tudo começou com o velho mandamento do finado Glauber Rocha: uma câmera na mão e uma idéia (nem sempre boa) na cabeça. Mas não imaginávamos que o seriado - que no momento não estava definido a ter continuações - fizesse um sucesso daqueles; pelo menos "a nível de" Belém e arredores.

Confira o nosso canal no You Tube.

Sinopse

Um bonequeiro, um visagista e um artista plástico dividem o teto em uma humilde pensão na periferia de Belém. Com pouco trabalho e sem dinheiro pra quitar o aluguel, os artistas ainda têm que suportar as cobranças e humilhações da senhoria da pensão.

Elenco

*Gisele Guedes ( a Senhoria)

*Leonardo Cardoso (o Visagista)

*Marcelo Andrade (o Bonequeiro)

*Diego Rocha (o Artista Plástico)


Equipe Técnica

Luiz Fernando Vaz - Direção e Edição


Curiosidades de Bastidor

* O episódio piloto foi desenvolvido logo após conversas sem noção entre os participantes, todos membros do GTO, sendo que o parto foi registrado em vídeo para futura veiculação num futuro ou próximo ou distante. A culpa é da câmera que estava ali por perto...

* O orçamento total desse vídeo é de R$0,00. A batata usada já estava na geladeira há semanas...

* Foi usada uma câmera MP4 emprestada. Evidentemente, ela, por restrições orçamentárias, não será devolvida...

* A filmagem ocorreu apenas no dia 18 de abril de 2009.

* Marcelo Andrade (o Bonequeiro) também é bonequeiro na vida real, e também ator e estudante acadêmico de Artes Visuais. É o mesmo ator que interpreta o personagem Bom Ar em "Uma Flor para Linda Flora".

* Leonardo Cardoso (o Visagista) já têm experiência em curtas metragens. Confira o vídeo "O Amor não tem Sexo" . E não, ele não é especializado em interpretar homossexuais; o garoto é versátil mesmo - sem trocadilhos... Também participou do espetáculo "Nu Nery", dirigido por Paulo Santana, além de ser o Tulho em "Linda Flora".

*O ator Diego Rocha (o Artista Plástico) é o mesmo ator que interpreta o Rio no espetáculo "Uma flor para Linda Flora". Ah, sim, meninas e meninos, ele tem orkut; virem-se e não pertubem mais o diretor com pedidos do seu perfil...

* Gisele Guedes tb está no vídeo "O Amor não tem sexo"(link acima). É a Linda Flora da peça homônima.

* Luiz Fernando Vaz é o diretor de Linda Flora e também participou de Nu Nery. Além de ser metido a diretor de teatro agora é metido a diretor de vídeo (Aff...) Começou a experimentar a linguagem quando fez a cobertura do Forum Social Mundial com seu estimado amigo Conde Loppeaux.

* A iluminação das cenas internas foi feita pelos próprios atores com equipamento próprio do GTO.

* A equipe se nega a revelar onde foram feitas as filmagens. Mas desconfiam que seja em Canudos.

* A edição desse episódio foi feita no Windows Movie Maker.

* O boneco usado é propriedade do GTO e se chama Keko. Participou do espetáculo "Cancão de Fogo" realizado pela infelizmente extinta "Usina de teatro da UNAMA"...

* Os cães que aparecem em cena se chamam Tuff e Porquinha e pertencem a Luiz Fernando Vaz. Eles não foram maltratados. Foram ambos treinados pelo dono no método Stanislavsky desde o nascimento. É realmente surpreendente neles a compreensão do conceito de ação dramática.

* Gisele Guedes raramente é vista fumando...

* O personagem "O Visagista", segundo Leonardo Cardoso, não foi inspirado no visagista Nelson Borges.

* A maquiagem realmente está acabando. Aceitamos doações de maquiagem ou de dinheiro. Help us!

* A cena do espelho, segundo Luiz Fernando Vaz, é uma homenagem aos filmes cults e pseudo-cults.

* A trilha sonora é de transições texanas para vídeos, baixadas sabe-se lá onde... Enviar para o Twitter