quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Temporada de Oficinas do Teatro do Ofício


Com dois anos de existência, finalmente o Teatro do Ofício abre oficinas para o público. Serão ofertadas oficinas de iniciação teatral, maquiagem, criação e manipulação de bonecos e também uma inédita oficina preparatória para o Processo Seletivo do Curso Técnico em Ator da Escola de Teatro da UFPA.

"Há muito tempo que nós somos cobrados para dar oficinas mas não tinhamos um espaço adequado. A parceria com o Espaço Cultural Atores em Cena e com a produtora Ana Khalil é que possibilita a realização de mais essa etapa na contribuição do Ofício com a cena artística de Belém", diz Carlos Henrique, cenógrafo, figurinista e coordenador das oficinas. "A oficina de Preparação para a prova da ETDUFPA surgiu a partir de uma demanda que surge todo início de ano por uma orientação, principalmente, na prova prática. Muitos candidatos querem fazer teatro na Escola e tem muita dificuldade em desenvolver suas idéias de forma cênica", completa Luiz Fernando Vaz.

O Teatro do Ofício é composto por atores e técnicos já experientes em diversos grupos da cidade. Estreou em 2008 com o espetáculo "Uma Flor para Linda Flora", peça do dramaturgo paraense Carlos Correia Santos e dirigida por Luiz Fernando Vaz. "Linda Flora" participou do Forum Social Mundial e do Festival Territórios de Teatro-3ª edição, além de cumprir diversas temporadas em Belém e no interior. O grupo realizou a primeira web-série paraense com a escrachada "Pensão dos Artistas Fudidos" e também publicou um vídeo tutorial chamado "10 dicas para um teste de ator" filmado com celular, ambos podem ser vistos no You Tube. Atualmente estão em processo de montagem com o espetáculo "Amadores", do tradutor e dramaturgo carioca Pedro Sette Câmara e mais uma peça do premiado Carlos Correia Santos. O grupo tem por principal característica a rotatitividade nas funções do espetáculo e a curiosidade constante por novas linguagens.

A temporada de oficinas inicia no dia 30 de janeiro com a mini-oficina da palhaça e maquiadora argentina Melany Darger, convidada pelo Teatro do Ofício. Todos os cursos dão direito a certificado.

Local: Espaço Cultural Atores em Cena (Av. Nazaré, 435, esquina com Benjamin Constant)
Inscrições: No local, de 10 às 12h e das 14 às 18h
Informações: (91)8117-5742/ 9154-9031/ 3274-1860
Twitter: @teatrodooficio
Blog: http://teatrodooficio.blogspot.com


Mini-oficina de Iniciação à Maquiagem Teatral
Resumo: Técnicas para a caracterização de diversos tipos de personagens. Inclui material para prática.
Ministrante: Melany Dager, do Grupo Palhestradas (Argentina)
Aula única no dia 30 de janeiro (domingo) das 14 às 18h
Vagas: 20
Investimento: R$50,00

Oficina de Iniciação Teatral - 2 turmas
Resumo: Os primeiros passos para quem quer conhecer e entrar no mundo das artes cênicas.
Ministrantes: Leonardo Cardoso e Luiz Fernando Vaz, do Teatro do Ofício
Aulas de 31/01 a 10/02 de 15 às 18h, às segundas, quartas e sextas.
Aulas de 12/02 a 27/02 de 15 às 18h, aos sábados e domingos
Carga horária: 18h
Vagas:15
Investimento: R$75,00

Oficina de Confecção e Manipulação de Bonecos
Resumo: Aprenda a confeccionar e dar vida a seus próprios bonecos de manipulação em técnicas diversas.
Ministrante: Marcelo Andrade, da Companhia Bric Brac e do Teatro do Ofício
Aulas de 01 a 12/02 de 15 às 18h. às terças, quintas e sábados
Carga horária: 18h
Vagas: 15
Investimento: R$75,00

Oficina de Preparação p/ a Processo Seletivo do Curso Técnico em Ator da ETDUFPA
Resumo: Orientação individual para a prova escrita e para a prova prática
Ministrante: Luiz Fernando Vaz, do Teatro do Ofício
Aulas nos dias 05 e 06/02 de 8 às 12h
Vagas: 15
Investimento: R$50,00 Enviar para o Twitter

domingo, 28 de novembro de 2010

Palestra em SP faz referência à peça "Amadores"


Trecho:

A peça Os amadores, de Pedro Sette-Câmara, prolonga a discussão sobre a obsessão pelo “belo e o sublime” sob a espécie de uma engenhosa comédia romântica para adolescentes, por meio de diálogos jocosos e que conta histórias de amor bem ou mal sucedidas e cuja personagem principal, Valter, vive a se queixar porque o homem não consegue determinar seu destino, em suas palavras: “nada pior do que depender de alguém que não é você”, e para arrematar lamenta-se dizendo:
"Eu mesmo sempre fiquei chocado com uma coisa: quando alguém importante morre, as montanhas continuam no lugar, o céu continua ali, e nem os prédios têm a decência de desabar, o que aliás seria o mínimo. Nós nem mesmo celebramos mais o sublime, não valorizamos o amor que vai além da morte e que, ele sim, pode definir quem é alguém."
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A transcrição completa da palestra de Jessé de Almeida Primo realizada no Instituto Goethe, em SP, você encontra no blog Ars Poetica do poeta, tradutor e professor de línguas e literaturas clássicas Érico Nogueira.

A imagem acima
é a "Paisagem com a queda de Ícaro" - Brueghel, Pieter (1558). Óleo sobre tela

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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Amadores - Diário de Bordo - (24/11)

Por Igor Monteiro

Hoje tivemos, se não um dos melhores ensaios, mais um dos mais proveitosos. Hoje estava todo o elenco de AMADORES reunido: prontos, ansiosos e com muita vontade de experimentar suas cenas, seus personagens, suas falas e outras coisas mais.

Antes de começarmos o ensaio o Fernando me colocou no meio da sala e pediu para o resto do elenco sentar e ficar me olhando por algum tempo. Depois me deu uma tarefa e aí me perguntou o que eu senti, o que eu achei... Disse-me ele que a função da tarefa que havia executado seria a mesma que eu teria no dia da apresentação da peça, pois todos estariam ali me olhando, me analisando, fazendo comentários por ser minha estréia no Teatro. E que ele quer e vai fazer é que que eu não seja apenas um estreante: que eu roube a cena também, que as pessoas comentem que todo o elenco está maravilhoso.

Depois fomos passar a cena do Guilherme com o Valter(Fernando). Aí ele me deu mais uma tarefa para ficar circulando pela cena, analisando a cena... O texto dos dois já estava decorado. Na primeira passada não ficou muito boa, discutimos alguns pontos e eles repetiram a cena novamente e ficou bem melhor. Depois foi feita a cena da Leonora com o Valter... O texto dos dois tava decorado também e a cena ficou bem legal. Rolou uma química muito boa entre eles dois, uma emoção... E foram definidas algumas reações para eles.

Por ultimo passamos a seqüência das 3 cenas sem cortes e interrupções. Já esta muito bom mais ainda pode crescer mais ainda. Mais já deu para a gente ter uma noção das cenas dos personagens e finalizamos o ensaio de hoje muito felizes com o andamento do processo de AMADORES. O próximo ensaio ficou marcado para sexta feira as 10 horas.

Será o ultimo ensaio do Rony já que ele se afastara por um tempo para fazer uma cirurgia. Agora vamos começar a trabalhar as cenas da Leonora com o Valter e as cenas da Carlota e do meu personagem também(Voz Elegante). Tenho certeza que o resultado final vai ser muito bacana e AMADORES será um sucesso. Pois como diz o Fernando: as pessoas vão assistir e voltarão para casa com uma historia na cabeça que não irão esquecer.

OBS*: O intervalo na atualização do diário de bordo foi longo dessa vez por causa de compromissos do elenco e da direção que inviabilizaram essa atualização. Sempre que possível atualizaremos esse diário. Obrigado!

*Nota do Administrador

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terça-feira, 16 de novembro de 2010

"Uma Flor Para Linda Flora" no Festival Curumim de Cultura de Parauapebas/Pa

A noite do dia 14/11 foi mágica para o público que comparaceu à praça Mahatma Gandhi no centro de Parauapebas.

Convidados para encerrar o Festival Curumim de Cultura, promovido pela Prefeitura daquela cidade, o Teatro do Ofício apresentou o premiado espetáculo UMA FLÔR PARA LINDA FLORA de Carlos Correia Santos, para um Público atento e interessado em arte e cultura.

O convite serviu para coroar o Espetáculo, que comemorou no início do mês 2 anos em cartaz, com muitos aprimoramentos e crescimentos técnicos e de atuação.

O reconhecimento de tanto trabalho vem da platéia através das palmas e dos sorrisos daqueles que se encantam com o Espetáculo, sendo eles crianças na idade ou no coração.

Foram 15 horas para chegarmos à cidade, e quando chegamos, aplaudimos também a iniciativa daquela Secretaria de Cultura, que levou pra Praça, um pouco de magia, com toda a vasta programação do Festival, e fez que vissemos nos olhos dos pequeninos que ali estavam, que se dependerem deles, a arte e a cultura não morrerão tão cedo.

O nosso Muito Obrigado Parauapebas!




















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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Linda Flora comemora 2 anos de cartaz em Parauapebas


O espetáculo "Uma Flor para Linda Flora", de Carlos Correia Santos, comemora dois anos em cartaz em apresentação ÚNICA na cidade de Parauapebas neste domingo 14/11. Toda a cidade está convidada para prestigiar o noso primeiro espetáculo às 19h, na Praça Mahatma Gandhi. O espetáculo é atração convidada do Festival Curumin de Cultura, realizado pela Prefeitura de Parauapebas. Não paga nada. É DE GRAÇA!!! Enviar para o Twitter

sábado, 6 de novembro de 2010

Amadores - Diário de Bordo - 03/11

Por: Maíra Monteiro

Foi bem produtivo esse nosso ensaio,voltamos a passar o quarto quadro,que é a cena da Leonora com o Guilherme,fizemos ótimas descobertas, começo a doar sensações pro personagem, e isso é mto bom.

Depois,mudei de atriz pra diretora,trabalhamos a cena 2,é bom já sentir o Válter e o Guilherme surgindo...a dificuldade maior e o texto não estar decorado,mas chegamos lá.

Me assusta um pouco assumir a assistência de direção de um texto tão complexo,estou com muitas dúvidas,se serei capaz ou não,mesmo porque o Fernando não consegue se desligar do papel de diretor em cena,e isso complica,mas acredito que depois da decoupagem,as coisas fluíram melhor.

Agora é decorar o texto,pq no próximo ensaio faremos uma espécie de “passadão” das cenas já desenhadas,será muito bom,tenho certeza.

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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Amadores - Diário de Bordo - (01/11)

por Kleber Farias

Desde o ultimo diario que escrevi, reviravoltas se deram no processo de montagem de Amadores: elenco que muda, pontos de vista ampliados, e uma assistência de direção que me é concedida pelo diretor Luiz Fernando, já que ele assumiu um dos papeis na trama.

Agora o processo possui um diretor e dois assistentes, Maira Monteiro e eu, que juntamente com o Diretor temos o papel de esmiuçar as entrelinhas, intenções e circunstâncias do texto, e leva-lo à materialização casado com a proposta de encenação e com o trabalho de ator.

Como tambem assumo a parte cenografica e de iluminação do espetáculo, olhar desse ponto de vista de diretor, mesmo que auxiliar, me traz respostas mais imediatas, o que me levou a “conclusão” da ideia do que seria o cenário. Mas nesta montanha russa que é o processo, tudo pode mudar.

Especificamente no tocante ao dia 1º de novembro, ensaiamos na parte da tarde, e esta começou com a chegada de um elemento de cena fundamental para a desenvoltura dos atores: a cama do guilherme! Não é uma cama de hospital propriamente dita, é uma especie de maca para tratamento estetico, mas caiu como uma luva! Estavam presentes: Maira Monteiro: Leonora/Assistente de Direção; Rony Hoffstatter: Guilherme; Igor Monteiro: Voz Elegante; Luiz Fernando: Diretor/ Valter; e eu Kleber Farias: Assistente de Direção/Cenografia/Iluminação

Cama no lugar, delimitação do espaço de cena feita, posicionamento dos atores. Vai!

Conseguimos grande exito com a cena da chegada de Leonora no quarto de guilherme, pois os atores já sabiam o que estavam fazendo antes da cena acontecer, eles eram os personagens, com todas as suas humanidades. lógico que muito falta ainda pra ser descoberto, mas muito já se alcançou com o trabalho de “identificação das circunstâncias” que estamos fazendo.

Na cena, conseguimos visualisar todo o quarto, com a cama, um sofá e uma janela, e neste universo incluimos duas personagens que pinceladamente deram vida ao ambiente. Conseguimos até fazer alguma marcação de cena!

Após este quadro do texto, fomos experimentar outro: O encontro de Valter e Leonora no saguão do hospital, um dos quadros mais longos e mais enigmaticos do texto.

O Fernando sentou ao lado da Maira e propôs uma leitura já com as devidas intenções, cabendo a mim dirigi-los. durante a leitura, em meio a vários questionamentos, acabamos por descobrir que esta cena possibilita milhões de interpretações e circunstâncias, e é um quadro onde a mesma cena se repete, sendo vista de pontos de vista diferentes.

Em nossa descoberta, Leonora e Valter vão do cinismo e ironia à pureza e inocência, em um jogo temporal e atemporal onde passado e presente se misturam e contam a mesma historia se confundindo com o ponto de vista do narrador onisciente e onipresente que é Valter.

Entre tantos questionamentos e descobertas, resolvemos encerrar os trabalhos, mas com a certesa de que aquilo iria nos perturbar o resto do dia... fiquei com dor de cabeça depois...

Como diz o Fernando: Cada enxadada uma minhoca!
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